quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A MINHA ESTRELA


Era menina porém
Linda estrela escolhi
Uma estrela de ninguém
Como eu até ali

Guardei-a sem hesitar
Bem juntinho ao coração
Para me iluminar
Quando houvesse escuridão

Fui crescendo e a estrelinha
Na alma moldou meu ser
E deu-me papel e linha
Para meu sentir escrever

Tirou-me a amargura
A angústia e até a dor
E colocou a ternura
Repleta de muito amor

Fez-me também prometer
Como já não tinha dor
Que eu passasse a escrever
Lindos poemas de amor

Que não guardasse a saudade
Nem mesmo a minha pena
Que deslizasse a verdade
Só nas linhas dum poema

E essa estrela cadente
A alma me quis deixar
Pois tenho no meu presente
Duas estrelas p'r amar

Mas numa delas caminha
Nova estrela a cintilar
Vai nascer a migalhinha
Que será a minha estrelinha 
Para eu poder amar.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

SOU MENSAGEIRA


Sou mensageira da vida
À deriva sem morada
Que segue desde a partida
Um destino sem estrada

Que anda sem caminhar
E olha sem sequer ver
A amargura a cantar
Num rio de dor a correr

Sou mensageira de mim
Transporto mas já não sei
Se as flores do meu jardim
Ou os espinhos que herdei

Transporto também a saudade
Deixo-a voar para ver
Se lhe dou a liberdade
Para tanto não doer

Mensageira dos teus beijos
Que um dia transportei
Das loucuras e desejos
Que só a ti entreguei

Serei carta a seguir
Entregue na tua mão
Lacrada no meu sentir
E, direita ao teu coração.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

DESFOLHEI

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Desfolhei o meu sentir
Como se fosse uma flor
E vi pétalas a abrir
Em lindos sonhos de amor

Vi a alma adormecida
Mais parecia sonhar
Talvez com uma outra vida
Que não consegui lhe dar

Desfolhei a madrugada
E vi do dia a sair
A mais bela desfolhada
Na eira do meu sentir

Pensei desfolhar a verdade
Foi demais a ousadia
Desfolhei minha saudade
Que eu pensava que dormia

Desfolhei com emoção
O teu sentir que loucura
E vi pétalas de paixão
Com muito amor e ternura

Quis desfolhar os teus beijos
E acabei por desfolhar
As loucuras e os desejos
Que tinhas para me dar.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

PERDI


Perdi a saudade a dor
A alegria e a esperança
O coração e o amor
E os meus sonhos de criança

Perdi até a vontade
De viver e ser feliz
E vivo por caridade
Porque a vida não me quis

Perdi flores do meu jardim
Na secura do andar
E o principio do fim
Que não cheguei a encontrar

Perdi o meu coração
Porque o quis convencer
Que o amor e a paixão
Só o faziam sofrer

Perdi o bom senso a razão
Ao achar tua ternura
Pois este meu coração
Quer amar-te com loucura

Tanta perda eu já vivi
Que agora já não sei
Se afinal me perdi
Ou se em ti me encontrei.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

PEDI



Pedi sonhos e lembranças
Sorrisos ternura e calor
Para todas as crianças
Que não tiveram amor

Pedi pão p'ra toda a gente
Um tecto para pernoitar
E p'ra quem está doente
O bálsamo para se curar

Pedi razão para o louco
Porque aquele com juízo
Acha sempre que tem pouco
E que de mais tem preciso

Pedi paz, justiça, verdade,
Horas amargas sombrias
Para quem passa os dias
A "ceifar" a humanidade

E p'ra quem está a viver
Dias contados má sorte
P'ra esses pedi a morte
Porque estão a sofrer

Nada pedi para mim
E ao olhar p'rá minha mão
Nela abriu um jasmim
Com a alma de cetim
Que me adoça o coração.