terça-feira, 10 de maio de 2016

DEPOIS DE UM ADEUS


Porque é que o dia a luz
Me fere assim o olhar
Porque é que tenho uma cruz
E não consigo rezar

Porque a dor me atormenta
A alma a toda a hora
Porque ainda me sustenta
E não se vai logo embora

Porque tem que me ferir
Com tanta intensidade
Porque me mata o sentir
E não me mata a saudade

Porque tenho este tormento
A viver dentro de mim
Porque não chega o momento
De destinar o meu fim

Porque me faz perecer
A alma em cada dia
Veste o meu corpo e meu ser
De sombras e nostalgia

Porque é que depois dum adeus
Meus sonhos querem emergir
Ao brilho dos olhos teus
Quando se encontram nos meus
Na loucura do sentir.
 

terça-feira, 26 de abril de 2016

SÃO PALAVRAS


São palavras de ternura
Que já não ousas dizer
Que transportavam doçura
Loucura e até prazer

É o ciúme é a dor
Que o teu silêncio me deu
Se acaso tens outro amor
Com mais ardor do que eu

É a minha louca vontade
De te ver de te abraçar
E a raiva desta verdade
De tanto te querer amar

São os sonhos e os desejos
Que tu despertaste em mim
Com a doçura dos beijos
Que guardo no meu jardim

É esta angústia que teço
Me acorda de madrugada
Com certeza que mereço
E sou talvez a culpada

São madrigais do sentir
Que não param de tecer
Amarguras a florir
Só p'ra me fazer sofrer. 


sábado, 16 de abril de 2016

Á VISTA DE TODA A GENTE

É curta e é comprida
Ora morna fria ou quente
E ás vezes anda escondida
À vista de toda a gente

É gentil quando ela gosta
Sabe dar e receber
Faz faísca quando encosta
No corpo lhe dá prazer

Também sabe dizer não
Sem ter boca p'ra falar
E mostrar a compaixão
Quem bem dela precisar

Não podia ser bombeira
Porque mesmo por querer
Ela arranja a maneira
De deixar alguém a arder

É elegante, à maneira
E sensual quando nua
E até sabe ser grosseira
Se a provocam na rua

Até de olhos fechados
O caminho vai percorrer
E procura os atalhos
Onde se irá perder

Anda sempre acompanhada
 Andar sózinha não quer
Seja noite ou a alvorada
Ela adora andar traçada
A do homem na da mulher.

Muito cuidado com o pensamento. Sabem com certeza ao que me refiro rrsss... (As mãos e os dedos claro está) Hehehe!...




Fui agraciada com o selo do Prêmio Dardos
 por pessoas muito amadas e queridas. A amiga Gracita do blog
Meninas amadas obrigada pelo selo lindo.
Eu adorei o carinho e a lembrança
História do Prêmio da Dardos:
O Prêmio Dardos é uma espécie de selo virtual criado em 2008 pelo escritor Alberto Zambade, autor do blog Leyendas de “El Pequeño Dardo” El Sentido de las Palabras. Ele selecionou e indicou o selo a quinze blogs que ele considerou merecedores do prêmio, os quais também indicaram outros 15 e assim sucessivamente, criando uma imensa corrente na internet.
O objetivo do Prêmio Dardos é reconhecer os esforços de blogueiros, a cada dia, para transmitir princípios culturais, éticos, literários, pessoais etc., manifestando a criatividade através de seus pensamentos presentes em suas palavras e textos.
Ofereço a todos os meus amigos, que o quiserem receber. 
Um abraço com carinho para todos 

sábado, 9 de abril de 2016

QUISERA EU


Quisera eu não viver
E não ter um coração
Para não ter que sofrer
Mágoa, dor, desilusão

Quisera eu ser criança
Para tudo colorir
Mas rasgaram-me a esperança
Não me deixaram sorrir

Quisera eu ser poeta
Fazer rimas p'ra esquecer
Mas esta alma pateta
Escreve só no sofrer

Quisera ser até o mar
Em constante ondulação
No meu sentir navegar
Em ondas de solidão

Quisera eu aprender
A não aceitar a verdade
Para não ter que viver
Com tanta dor e saudade


Quisera eu olvidar
As mágoas tão doloridas
E esquecer as partidas
De quem não vai mais voltar

Quisera eu não te amar
Mas essa tua ternura
Acabou por transformar
O meu querer em loucura.


segunda-feira, 28 de março de 2016

HOJE



Hoje,

Voam as aves, os sonhos
Minha tristeza e saudade
E os pesadelos medonhos
Do que foi a mocidade

Os anos também voaram
E neste dia tão frio
Eu sinto em mim um vazio
Das lembranças que ficaram

Proibida de te amar
De te falar de te ver
De sentir e de chorar
E até de te escrever

Sabia que lá no fundo
Eu tinha que te ir ver
Às escondidas do mundo
P'ra nunca ninguém saber

Mas hoje eu posso dizer
Se calhar até gritar
Que todo o meu sofrer
Foi por tanto te amar

Só estou arrependida
De não lutar por ti também
É que toda a minha vida
Sempre te amei querida mãe

Faz hoje anos que partiste
Sem um ai sem um adeus
Não mais vi os olhos teus
Nem de mim te despediste

Mas hoje eu te vou pedir
Só não digas a ninguém
Quando eu estiver a dormir
P'ra deixares no meu sentir
Os beijos que não me deste, mãe.