Ás vezes sou a saudade
Que a amargura cantou
Outras sou a mocidade
Que na alma me marcou
Ás vezes sou um poema
Bordado a nostalgia
Outras eu sou o dilema
Da noite que se faz dia
Ás vezes sou vento norte
No silêncio em tarde fria
Outras então sou a sorte
Que deixa minh' alma vazia
As vezes eu sou o luar
Que beija os lábios teus
E que te deixa ao beijar
O gosto dos lábios meus
Ás vezes sou a ternura
Semeada em teu jardim
E outras sou a loucura
Que não sabia em mim
Ás vezes sou borboleta
Que voa à tua procura
E transforma o teu planeta
Em desejos e loucura
Mas hoje não quero ser
Nem amargura nem dor
Com ternura e com prazer
Com ternura e com prazer
Serei linhas do escrever
Do teu poema de amor.





