Deslizo suavemente
A mão pelo meu corpinho
Fico rubra em desalinho
Com uma mordida tão quente
Olho p'ra baixo e vejo
Aquele intruso porém
Sinto que o meu desejo
É eu morder-lhe também
Descarado ele então
Como se eu não estivesse a ver
Suga, lambe e vai morder
Sem minha autorização
Vejo-o ansioso, perdido
Fico a pensar na maneira
De ajudar na brincadeira
Daquele grande atrevido
Apanhei-o de chapão
Com malícia p'ra valer
E até senti prazer
De o ter ali na mão
Venci assim esta briga
De ser tão assediada
É que o mosquito duma figa
Foi morder-me na barriga
Que até me deixou marcada.





