segunda-feira, 17 de maio de 2010

NA CORTINA DOS MEUS SONHOS



Na cortina dos meus sonhos
Nas águas sempre correntes
Há sonhos de amor presentes
E há pesadelos medonhos

Há desamor, nostalgia
Em ondas feitas espuma
Na sombra daquela bruma
Que se desfez com o dia

Há silêncio e há saudade
Dum passado que foi meu
Das mágoas sem idade
E dum amor que morreu

Há cansaço de um viver
Que me faz cansar da vida
Sentimentos a perecer
Rasgos de vida vazia

Mas algo guardo no peito
Esse, não morreu pela raíz
Um sonho embora desfeito
Saber se tenho direito
De amar e ser feliz.

24 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Amar e ser feliz são direitos que não podemos abrir mão, e devemos sempre estar a sua procura.
Um abraço

C@urosa disse...

Querida Rosa-Branca, que os nossos sonhos sejam sempre de amor, paz e harmonia, muito lindo.

Forte abraço

C@urosa

Faniquito disse...

Oii, minha linda !!!

Os sonhos nunca devem ser desfeitos, por maior que sejam as dores.Isso mesmo, não abra mão.

Linda semana

Beijinhos

Ana


... amo as tuas poesias.:)

Vozes de Minha Alma disse...

Um poema muito lindo e com certeza tu tem o direito de guardar no peito esse sonho e ser feliz.
Um abraço a ti, boa noite.

Maria Bettencourt Lemos disse...

Simplesmente Notável!!!
Um grande abraço para si,
Maria Lemos

José disse...

Olá Rosa Branca,

Deixou marcas no sei peito
esse amor que se desfez
com certeza que tem o direito
de voltar a amar outra vez

Um beijinho,
José.

Janita disse...

Desculpa por só hoje responder ao lindo poema que me ofereceste, amiga. Há muitos dias que ando a pensar sobre como pode ser estranho e imprevisível o mundo dos afectos. Sejam virtuais ou não. Quando menos esperamos, alguém se lembra de nós e oferece-nos não uma quadra, mas um poema inteiro! Ainda mal consigo acreditar...Escrever um poema exige reflexão, disponibilidade de pensamento e dedicação. Foi tudo isso que tu me deste, minha amiga e que eu jamais vou esquecer. Amizade só com amizade se paga, por isso vou tentar retribuir o teu carinho.

Esta palavra amizade
Que tanto se usa e abusa
Quase sempre sem maldade
Mas que tanto me perturba
Deixou no meu coração
Uma esperança bem singela...
Que termos muitos amigos
Seria a coisa mais bela!

Quando surge o desencanto
Feito de muitas coisas pequenas
Foi uma Roseira-Branca
Que aliviou minhas penas.
Oferece-me as suas rosas
Brancas, puras como a neve
Renovando a minha esperança
E deixando a minha alma leve...

Gostei muito do teu poema, não nos podemos esquecer que o sonho comanda a vida e não há uma idade certa para sonhar. Pobres daqueles que não têm uma ilusão...
Obrigada roseira-branca.

Efigênia Coutinho disse...

Que versos bonito, como você escreveu lindo.
Olha eu adoro rosas, e estou vivendo um dos momentos mais encantador , em meio a rosas, é algo imprecionante, pois a cada passo dado, eu me deslumbro diante da grandeza da natureza diante de tantas rosas , isso é aqui em New york, onde passo uma temporada, depois irei editar elas num dos meus espaços.
PARABÉNS
Efigênia

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Olá, querida. Que lindo poema! Adoro o branco das tuas rosas. Parece água, perfume, liberdade. Sinto-me *le bon sauvage*, verdadeira Pocahontas. Sei que me amas. Soube desde aquele dia em que me olhaste e eu, na maior te disse***************************

*Vem assobia me vê suspira

Estremeço arrepio sorrio

Você lê o meu pensamento

E me ama nesse momento

Pega na minha mão

Entrego-lhe o meu coração

Os lábios se juntam emoção

Sentimos os nossos sabores

No céu da boca

Semeiam-se os desejos

Trocamos as nossas flores

Na febre louca

Do delirante beijo

Há magia nos movimentos

Revolvem-se os sentimentos

Acordes fluem naturalmente

Os corpos se unem em paixão

Exalam adocicados odores

Espalham-se flores pelo chão

Os pés tocam o solo sutilmente

Irrompem tênues lampejos

Da ardorosa fusão

De visões ensejos intentos

A bailar voam entretidos

Os olhares entretecidos

Que procuram

A resposta aos apelos existentes

Nas juras de amor que implicitamente

Se murmuram


De repente o amor

by Renata.

Eu te amo, eu te amo, eu te amo!
Beijinhos!
Boa Tarde! Voando pra te cantar, pois à doctor tenho de voltar.

Savi disse...

Olá
este poema é nostálgico mas também belo,e claro que tem todo o direito a voltar a sonhar e novamente ser feliz.
Beijinhos
Savi

Andradarte disse...

Todos têm direito de serem felizes,mas.....
por vezes não conseguimos, por vezes não
nos deixam.....

'Há sonhos de amor presentes
E há pesadelos medonhos'

Beijo

Graça Pereira disse...

Tu sabes que eu gosto dos teus versos...porque são escritos com alma....ou porque me identifico com eles... Amar e ser feliz...é um direito pelo qual temos de lutar...SEMPRE!
Beijos
Graça

José disse...

Olá Rosa Branca! passei só para agradecer o seu comentário. E desejar-lhe um bom dia.

Um beijinho grande,
José.

Mona Lisa disse...

Olá

Soberbo!Um poema melancólico.


As recordações ficam sempre, mas os sonhos deve continuar...

Bjs.

A.S. disse...

Rosa Branca,

Vive os sonhos lindos.
Esquece os pesadelos!

Um beijo
AL

Nilson Barcelli disse...

Gostei do teu poema, apesar de triste...

AMOR MORTO, AMOR POSTO... talvez ajude, este conceito...

Beijo.

poeta do inverno. disse...

as vezes é doloroso abrir as cortinas da vida.

Maria Tavares disse...

Olá Rosa Branca

muito obrigado pela sua visita e pelo simpático comentário que deixou no meu blog. E tem razão, aquela é uma canseira que me descansa a alma! E eu adoro arranjar o jardim. Mas o primeiro impacto foi um susto eheheh
Beijinhos
Maria Tavares

Maria Luisa Adães disse...

Rosa Branca

Lindo teu poema,
Delicado,
Triste e belo,

Dois sentimentos
diferentes,

"pois o belo nos deixa tristes
e a tristeza nos mostra o belo"...

Linda a música que o acompanha.

Agradeço tua presença e palavras, tão verdadeiras, ao meu poema "Realizar".

Nostálgico o ar que se respira, mas inconfundivel, no teu direito de "amar e ser feliz".

Beijos, linda amiga,

Maria Luísa

Com carinho,

Mª. Luísa

poeta do inverno. disse...

querida, se soubesses que nem sempre a idade que temos é a idade que passamos, sim disse raul seixas,"eu nasci a dez mil anos atrás"
eu sei que a minha escrita tranborda uma desiluzão e uma solidão e é isto que quero, pois minha vida até os meus 18 anos não foi somente as rosas mas os espinhos por ela passarm e so comecei a escrever para fugir aos espinhos e buscar a pedida petala queé a infancia que não retorna, mesmo assim a infancia é a nossa ou a minha alma, uma essencia a se transfigurar na rosa que é corpo(aalmaearosa)eu não sei o que é primavera sei apenas amar o inverno.

saudaçoes.

Vieira Calado disse...

Claro que tem esse direito!

Podem tirar nas reformas, no IRS, nas regalias sociais...

mas esse direito ninguém nos pode tirar.

Saudações poéticas

♥*♥(franciete)♥*♥ disse...

Rosa branca minha amiga
teu encanto me seduz
venho deixar na partida
o meu beijinho de luz

Venho-te dizer adeus
nesta partida indolente
não sei se irei voltar
ou vou ficar para sempre.

Adeus minha linda foi muito praseiroso ter tido a sua amizade.

Maria Soledade disse...

"Saber se tenho direito
De amar e ser feliz."

Menina Linda, nada nem ninguém pode tirar-nos o direito de sermos felizes!De amar, de ser amada, desejada. Basta fechar as cortinas da vida e abri-las de novo para que o sol entre com todo seu esplendor ofereçendo o seu calor a uma Rosa...Branca! Lindo demais.A nostalgia do poema representa o momento.E, se no momento em que transmitimos para o "papel" o nosso estado d'alma for nostalgico, o poema tem pétalas com salpicos de orvalho.Mas,quiçá são esses salpicos que vão regar a felicidade?!

Força, Linda,nunca desista do Amor.A vida é tão curtinhaaaa e o futuro, esse, é já amanhã...

Beijinhos Linda

Alvaro Oliveira disse...

Amiga Rosa-branca

Eis-me de regresso após cirurgia...e feliz por
encontrar aqui um belíssimo poema. Sem dúvida
que sempre nos assiste o direito de amar.

Beijos

Alvaro