terça-feira, 20 de abril de 2010

NESTE MEU RIO



Neste meu rio de dor
Eu fechei meu coração
Perdi-me na imensidão
Destes meus sonhos d'amor

Envolta em nostalgia
A minha alma cansada
Viveu sempre amargurada
Quer fosse noite ou dia

Mas um dia lindo, belo
Ao olhar p'ró meu jardim
Dei com um lírio amarelo
Que abria, só para mim

Então pensei encantada
Que até podia ser meu
Vi nele aquela balada
Que nunca ninguém escreveu

Mas ilusão é tormento
E o tormento faz dor
Este lírio é como o vento
Belo, livre e sonhador

E suas palavras de amor
Seus modos de encantar
Fechou meu rio de dor
Fez do meu coração, traidor
E ainda me faz sonhar.

20 comentários:

Mona Lisa disse...

Olá

Mesmo na dor há sempre a esperança de voltarmos a sorrir...

Bjs.

Samuel Rego disse...

Hay que soñar con fuerza, así se hacen realidad los sueños.
Es un poema hermoso en su sencillez

Um beijo.

Graça Pereira disse...

Gosto da tua poesia...porque é diferente.Fala como um rio...das coisas de todos os dias...conta histórias enternecedoras e nós, teus leitores..vivemo-las também
Beijo
Graça

El ave peregrina disse...

Bela poesía Rosa-Branca, cheíña de nostalxia e dor, quedome con:

" Neste meu rio de dor
Eu fechei meu coração
Perdi-me na imensidão
Destes meus sonhos d'amor"

Unha aperta.

Rosa-Branca non sei que pasou co comentario teu no meu blog, cando intentei velo estaba eliminado.

Un bico.

♥*♥(franciete)♥*♥ disse...

Oi minha querida, um bom compatriota tem sempre orgulho no seu Pais, por muito mal-tratado que ele seja.
Adorei o comentário e adoro o lindo poema com que nos brindou.
Beijinhos de luz e paz em seu coração meu bem

Savi disse...

Olá Rosa branca
Apesar de nostálgico este poema e muito bonito...ai essa veia poética!!! fantástica e também uma forma de fazer arte.
Beijinhos
Savi

Antônio Lídio Gomes disse...

Rosa, estando aqui a primeira vez, meu coração se alegrou.
Posso te oferecer esse humilde verso?

Meus olhos me elevam, no entanto,
Em tua plenitude e solene beleza,
E as estrelas reluzem no encanto,
Da bela afeição, de amor e pureza

Beijos.

Antônio Lídio Gomes disse...

Quis dizer versos!

Busco num sonho tais jóias preciosas,
A mirra, o ouro, o incenso e alabastro,
As palavras escritas, solenes amorosas
Que as estrelas, te fizeram feito astro

Akhen disse...

Rosa Branca

Venho agradecer as palavras que ficaram no meu blogue. Gostei do que vi e do que li. Vou voltar. Até a música é ao meu jeito.

Paz e Luz no teu caminho

Sonhadora disse...

Minha querida
Lindo teu poema, triste mas com a esperança no horizonte.

beijinhos
Sonhadora

Daniel Costa disse...

Rosa Branca

Adorei o poema do princio ao fim, tendo uma flor como fio condutor, o que o torna vivaz e suave ao mesmo tempo.
Daniel

Maria Luisa Adães disse...

Lindo seu nome "Rosa Branca"

E aquele previlégio de ver nascer um lirio só para si. E ele a agraciou e encantou, como um
amor fugidio de todos os tempos, todas as épocas.

Amei seu poema! Eu escrevo poesia Venha até mim, se o desejar.

http://os7degraus.blogspot.com

http://prosa-poetica.blogs.sapo.pt

Maria Luísa Adães

Nilson Barcelli disse...

Será que te vais apaixonar por esse lírio?
Ele deve gostar muito de ti, pois conseguiu fechar o teu rio de dor e ainda te faz sonhar...
Magnífico poema, querida amiga. E originalíssimo.
Bom resto de semana, beijos.

Maria Bettencourt Lemos disse...

Magnifico o que escreveu...parabéns !!!
Um abraço para si e um optimo final de semana,
Maria Lemos

A.S. disse...

Uma belissima imagem e um poema cheio de emoções!!!

Um beijo
AL

Braulio Pereira disse...

lindo tuas palavras enternecem..

felizes dias..

beijos...

Canduxa disse...

lindo o teu poema!
Experimenta tornares-te livre e sonhadora como o lírio amarelo...verás o teu amor desabrochar.

um abraço florido

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Vim desejar Boa Noite, Rosa. Não sei se a encontro amanhã, excusado dizer por quê.
Beijossssssss

**********

HOMENAGEM AO *25 DE ABRIL* DOS POVOS DESTES E D´ALÉM-MARES

Do jeito da Renata M. P. Cordeiro

Surdo murmúrio do rio,
a deslizar, pausado, na planura.
Mensageiro moroso
dum recado comprido,
di-lo sem pressa ao alarmado ouvido
dos salgueirais:
a neve derreteu
nos píncaros da serra;
o gado berra
dentro dos currais,
a lembrar aos zagais
o fim do cativeiro;
anda no ar um perfumado cheiro
a terra revolvida;
o vento emudeceu;
o sol desceu;
a primavera vai chegar, florida.

ANUNCIAÇÃO

Miguel Torga

Tags: Primavera, Liberdade, Solidariedade, Amor.

Quantas vezes eu a vejo por aí, e eu venho aqui e a minha Rosa não vai ao nosso eu e daí.
Durma bem.

FERNANDINHA & POEMAS disse...

OLÁ QUERIDA ROSA BRANCA, MAGNÍFICO POEMA... LINDO E REFRESCOU MEU CORAÇÃO... ADOREI AMIGA !
VOTOS DE UM DOMINGO, ABRAÇOS DE CARINHO E TERNURA,
FERNANDINHA

Poesia...Poesia disse...

To passando...To passando e agradecendo o carinho da sua visita.É sempre bom te ver por aki.Beijos perfumados prá este Domingo!